Introdução alimentar (IA) do Be – dia 1

O post de hoje veio com delay porque foi mesversário do  Be.

Bom, como eu já disse anteriormente, há razões físicas e imunológicas para que a alimentação complementar não seja iniciada antes dos 6 meses. A amamentação deve permanecer em livre demanda (às vezes o Rapha pedia pra mamar no meio das refeições. Ok, tudo bem, livre demanda é isso mesmo!). Já as refeições devem seguir sempre no mesmo horário. Crianças precisam de rotina!

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Raphael (11 meses) – Mamando no meio do jantar.

De acordo com a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), também não há nenhuma recomendação de atrasar este processo por motivos de alergia. Ao contrário, deve-se aproveitar os períodos de “janela imunológica” de cada alimento (a grosso modo, seria um período em que o contato com alimentos alergênicos representam um menor risco de desenvolver alergias, e que após esse período, os riscos aumentam), portanto, dietas preventivas por tempo indeterminado podem acabar se tornando prejudiciais ao bebê.

A introdução alimentar do bebê alérgico deve seguir as mesmas regras, com um cuidado: Jamais introduzir mais de um alimento por vez. Se a criança reagir a algum alimento, você precisa saber imediatamente qual foi. E por haver reações tardias, devemos oferecer o mesmo alimento por 3-4 dias consecutivos (com proteínas e leguminosas, é interessante aumentar esse período para 5-7 dias).

Quanto à ordem, não existe bem um consenso. Há quem oriente iniciar pelos legumes, devido ao fato de as frutas serem mais alergênicas. Por outro lado, a orientação de se iniciar pelas frutas, se deve ao sabor adocicado, que se assemelha ao leite materno. Eu em ambos os filhos iniciei pelas frutas.

Também é recomendado começar por alimentos cozidos e de baixa alergenicidade.  Com Rapha eu iniciei pela pera cozida; com o Be já comecei fazendo BLW* (Na verdade eu faço um misto de BLW e colheradas, depois explico o por quê) e optei pelas frutas in natura (Apenas quando for oferecer banana será cozida, porque Rapha era alérgico a banana e eu tenho um certo respeito por ela. Rs).

Outra dica importante é sempre oferecer os alimentos novos de dia, porque caso aconteça algum imprevisto, não será no meio da madrugada.

E finalmente, não se esqueça nunca de anotar todos os detalhes no seu Diário Alimentar

No momento da introdução alimentar do Rapha eu tinha muito medo de acontecer alguma reação grave, estava muito tensa, ele demorou demais a aceitar os alimentos e hoje, 4 anos depois, entendo a importância de encarar esta fase com leveza.

É justamente sobre essa leveza que eu quero compartilhar com vocês.

Minha ideia inicial era colocar o Be direitinho na cadeirinha de papá, mas acabamos fazendo um “picnic” no chão por 2 motivos:

  1. O bebê há tempos estava se jogando e gritando literalmente para nossa comida, então eu achei legal este momento ser mais “íntimo”.
  2. Rapha também estava ansioso para comer frutinhas com o irmão. Rs (e no vídeo vocês vão ver que de tão feliz ele não saiu de cima do Be, e só foi sentar pra comer depois que o Be terminou)

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Eu pude fazer essa escolha porque o desenvolvimento neuromotor do bebê me permitiu isso. Ele desde os 5 meses já senta sem apoio e leva as mãos à boca livremente.

Outro fator que me impediu de fazer BLW na época do Rapha, é que no método, o bebê deve ter liberdade de escolher o que quer, e isso teoricamente não seria possível com crianças alérgicas. Na verdade, eu estava enganada, e com o Be fiz diferente:

Cortei uma maçã e um mamão orgânicos, deixando cada um num prato, o que ele pegasse primeiro seria a fruta testada. Ele escolheu a maçã e eu tirei o mamão de perto.

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Primeiro ele tentou comer o prato, depois dei a maçã na mão dele. Rs

Nossa, foi um sucesso!

Confira o vídeo na íntegra

Na época do Rapha, a IA foi um desastre, a colher que eu usei era inadequada**, ele colocava a fruta em todos os lugares menos na boca, e se tremia de “nervosinhos”

Já o Be, pegou, mordeu e mastigou como se já fizesse isso há meses. Cuspiu bastante, deu uma tossida (ele já está mesmo com tosse desde que o tempo aqui no RJ virou, e também teve um pouquinho de GAG -reflexo nauseoso, comum em bebês durante a transição de consistência alimentar), nada fora do esperado.

Enfim, leveza e disciplina são o segredo pra uma IA tranquila.

Mais tarde eu ofereci um copo com água, mas acabei não filmando. Ele também adorou, bebeu um tanto, cuspiu outro tanto… Acontece! Água é a única coisa que os dois filhos amaram desde o início.

Por enquanto ele vai fazer apenas uma refeição por dia, daqui a pouco passaremos a duas.

mês a mÊs fan
Eles crescem muito rápido!

*Alimentação complementar guiada pelo bebê; respeitando seu ritmo de desenvolvimento e aprendizagem.

**A escolha correta dos utensílios é essencial no processo de alimentação, para qualquer indivíduo.

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